terça-feira, 27 de maio de 2014

Sistemas Especialistas

INTRODUÇÃO

A era da informática vem se desenvolvendo a cada dia que passa e já se tornou algo latente na vida das empresas. O hoje em dia pode ser observado vários exemplos disso, pois a tecnologia já se tornou algo indispensável para solucionar problemas. Como exemplo, pode-se citar os sistemas especialistas (SE) que vieram para auxiliar na resolução de problemas específicos. 
Esses Sistemas são definidos como aplicações da inteligência artificial de laboratórios de pesquisa das universidades e outras instituições. Eles estão ao alcance de grande parte das empresas atualmente através de programas geradores presente no mercado. Esta tecnologia já merece destaque por estar se tornando uma das mais utilizadas pelas organizações.
O presente trabalho apresenta características e conceito dos SE e a citação de alguns exemplos de empresas que desenvolvem o mesmo. Além disso será abordado também a exemplificação de um tipo de sistema especialista voltado para o planejamento de operações agrícolas para empresas que trabalham em áreas afins. Com o intuito de apresentar um tipo de sistema especialista,  e mostrar os seus resultados finais. Antes disso, serão listados benefícios obtidos e as limitações e dificuldades encontradas na implantação de um SE. 
  
OS SISTEMAS ESPECIALISTAS

Os Sistemas em questão, podem ser caracterizados como um sistema que armazenam, analisam, e adotam como regra os conhecimentos fornecidos por especialistas em uma determinada área. Os especialistas são responsáveis em resolver problemas complexos, apresentar e explicar os resultados obtidos, entender, reorganizar o conhecimento e direcionar aos aspectos importantes. Esses sistemas são bem mais limitados. Eles procuram adquirir a resolução de problemas e demonstrar como foi que chegaram a essa solução. Tais problemas, geralmente, são complicados de ser representados, já que os especialistas são elementos raros nas organizações e, na maioria das vezes eles têm dificuldades de repassar a sua metodologia de raciocínio de forma sistemática. Logo, uma das características em favor do uso de SE é a transformação de conhecimentos de especialistas em normas ou regras e a sua difusão em toda a organização. Eles também permitem tanto programação declarativa como simbólica, com base da utilização de regras de produção, redes semânticas e objetos estruturados com o objetivo de representar os conhecimentos, propiciando assim a reprodução de elementos qualitativos presentes no problema, desenvolvendo conforme um processo evolutivo.
O emprego desses sistemas são, principalmente, em problemas de gerência do tipo interpretação, diagnóstico, previsão, planejamento, concepção e formação. Levando em consideração que as aplicações nessas áreas são as seguintes:
- interpretação: de dados e regras da administração, justiça e da fiscalização, com o desejo de prestar um auxilio;
- diagnóstico: observação das finanças por meio de indicadores, verificação da gestão de riscos de crédito, calculo do grau risco que os fornecedores podem representar, e na manutenção de maquinas;
-previsão: tomada de decisão a respeito de investimentos, gerir o plano de carreira dos colaboradores baseando-se nas mudanças tecnológicas;
- planejamento e concepção: gestão da inovação em novas configurações de produtos, e fomento de projetos;
- formação: de acordo com à instrução previstas.
Hoje em dia os SE em operação são aplicados em instituições financeiras. Empresas de seguro e previdência social, seguradoras e departamentos de produção de indústrias também estão presentes entre os setores. Para essas organizações, o objetivo principal é o aumento da produtividade
Algumas vezes, ocorre a integração de um SE e um sistema de Informação da empresa, essencialmente ao nível dos bancos de dados. Porém essa integração torna-se um processo mais oneroso e complexo tecnicamente
A fase de avaliação do sistema em questão, inicia-se, por uma escolha do foco especifico do problema, avaliando assim: as competências técnicas, a condição econômica, as conseqüências humanas e os per calços nas ligações organizacionais.

Em função de efeitos estratégicos, o controle da tecnologia de SE pode aumentar a competitividade da empresa, conforme o lançamento de novos produtos ou serviços, da melhoria dos serviços existentes e, também, de aumento da qualificação da força de trabalho.

Empresas que desenvolvem Sistemas Especialistas:

O desenvolvimento desses sistemas em empresas ocorrem por meio de geradores e linguagens de programação através de microcomputadores e equipamentos maiores, algumas que se destacam nessa situação é a IBM onde ela utiliza esse tipo de sistema no controle de qualidade de discos rígidos, no Banco Itaú, no UNIBANCO, na Petrobrás(na manutenção de bombas hidráulicas), a construtora Promon Engenharia (aplicado na seleção de fundações para construção) e na Companhia do Metropolitano de São Paulo (no diagnóstico de falhas).


O Sistema Especialista EXPERTEC que foi desenvolvido pela Petrobrás em uma de suas refinarias, na Bahia. Se caracteriza por possui a função de diagnosticar as falhas em bombas hidráulicas centrífugas, com base na análise de, vibrações, proporcionando a melhoria da manutenção. O mesmo tem como objetivo a redução da duração do diagnóstico de manutenção que era de mais ou menos de 700 bombas, gerando assim, mais tempo para a manutenção em si, favorecendo o aumento do número de inspeções de veículos.
Vale ressaltar que a inserção desses sistemas nas organizações ainda é lenta; e que necessita de um longo processo de entendimento do seu funcionamento e de suas contribuições no posto de trabalho. Além disso, estes sistemas desenvolvidos nessas empresas ainda estão, em grande parte, na fase de projeto. porém eles têm contribuído na a aquisição de competência na área.

Exemplo de sistema especialista: Sistema IPOP.


O sistema IPOP visa elaborar o plano ótimo de alocação de recursos para execução das operações agrícolas de campo no horizonte de tempo de um ano. Para isso, considera os índices de desempenho e aproveitamento operacional de máquinas e turmas de trabalho para o atendimento das demandas operacionais mapeadas para os talhões. Trabalha com os conceitos organizacionais de processos, grupos e operações, definindo roteiros padronizados de operações - que podem entretanto ser customizados localmente para cada área - que são cruzados com informações de custos operacionais (fixos e variáveis) para geração do plano ideal de operações.
Esse plano gerado corresponde à indicação do momento de execução de cada operação em cada área, atrelado à alocação do equipamento e mão-de-obra necessária para execução da operação. Isso considerando as limitações de recursos atualmente existentes na empresa, e com a  possibilidade de novas aquisições e/ou contratação de prestadores de serviço. Integra-se ao sistema de colheita, de forma que o "scheduling" de todas as operações subsequentes ao corte da cana seja gerado de maneira otimizada e servindo de base para a gestão operacional de ordens de serviço (OS), projeção e controle de orçamento, e acompanhamento dos custos gerenciais da empresa. 

Funcionamento da Aplicação

Inicialmente, o sistema deve ser preparado com a estruturação de atividades a serem executadas no campo. Essas atividades devem ser organizadas em uma hierarquia que orienta o processo de planejamento.
  • Processos: estrutura superior de organização de atividades
  • Grupos: conjunto de atividades que compartilham recursos
  • Operações: atividade a ser executada
Exemplos dessa organização hierárquica:
  • Processo: Preparo de Solo
  • Grupo: Subsolagem
  • Operações: Aração, Grade Aradora, Grade Niveladora, Erradicação Química, etc...
Com as operações organizadas em processos e grupos, passamos ao mapeamento de recursos para execução das atividades. Os recursos podem ser mecanizados ou manuais, sendo que cada um deles deve ser descrito em termos de índices de desempenho médios para execução de cada atividade. Por exemplo, um determinado trator, que pode ser usado em uma ou mais operações, deve ser configurado com o rendimento que possui na execução de cada uma dessas operações, dado, via-de-regra em um valor em hectares/hora. Adicionalmente a esse rendimento, descreve-se qual o percentual de aproveitamento de tempo em cada época do ano para execução da operação, além de outros fatores, como custos operacionais, custos e dimensionamento de mão-de-obra (operadores), entre outros.

Outras informações complementares são também configuradas no problema, como por exemplo, as possíveis configurações de regimes de trabalho e número de turnos por dia que podem ser usadas para programação de um grupo de operações. Com base nesses fatores, o modelo de otimização dimensiona qual a quantidade ideal de turnos de trabalho necessários para a execução das atividades. Além disso, há a possibilidade de habilitar a contratação de prestadores de serviços mediante a configuração de seus custos contratuais e rendimentos esperados, possibilitando ao sistema tomar a decisão entre alocação de recursos próprios da empresa, ou contratação desses terceiros. 

Finalizando, o sistema é alimentado com a demanda de cada operação, que pode vir em termos dos volumes totais de área demandadas para cada operação, ou mesmo o detalhamento, talhão a talhão, de quais operações devem ser executadas em cada área.
Esses dados de capacidades e rendimentos de recursos, e custos associados às operações, entre outros, são alimentados em um modelo de otimização que gera a alocação ideal das quantidades de recursos e prestadores de serviço em cada grupo de operações de forma a minimizar o custo total das operações agrícolas, e atender a toda a demanda informada. A alocação, além de definir quantos equipamentos serão necessários, a cada mês do ano, para execução de cada atividade, também projeta o custo operacional variável e o custo fixo da mão-de-obra a ser contratada, que corresponde basicamente aos operadores das máquinas alocadas. Esses dados otimizados servem de base para o planejamento operacional das atividades de campo para o período de um ano, com sua correspondente projeção orçamentária para a empresa.

Resultados obtidos

O sistema IPOP possibilita a obtenção dos seguintes resultados com sua utilização:

  • Programação de alocação de recursos aos grupos de operação
  • Definição da quantidade ideal de turnos de trabalho para os grupos de operação
  • Dimensionamento da necessidade de aquisição de recursos extras
  • Alocação de capacidade de terceiros (prestadores de serviço)
  • Programação de atendimento de demandas operacionais
  • Projeção orçamentária e de custos gerenciais para as operações de campo
  • Integração com sistema de geração de ordens de serviço
  • Gestão de acompanhamento de execução de operações
  • Geração e acompanhamento de orçamento agrícola
  • Comparação e análise de ganhos entre cenários com diferentes estratégias


CONCLUSÃO

Com isso, conclui-se que o grau de contribuição oferecido por esses sistemas e pelas técnicas observadas é essencial na tomada de decisão na resolução de problemas específicos. Esta utilização, também, depende muito da criatividade das empresas, em relação ao desenvolvimento de aplicações de gestão que atualmente ainda não são informatizadas em algumas empresas. O processo de implantação dessa tecnologia, devido as novidades que ela traz, ainda é lento e é composta por características experimentais, pois as metodologias existentes, no momento, não têm implementação padronizada. 
Porém já existe empresas que desenvolvem sistemas especialistas voltados para algumas áreas como a ILAB sistemas que é uma empresa dedicada ao desenvolvimento e implantação de sistemas de apoio à tomada de decisãocom base em técnicas e ferramentas de otimização para resolução de problemas de planejamento e alocação de recursos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


PAUCAR, Leonardo. Inteligência artificial: Sistemas especialistas. Disponível em:<http://www.dee.ufma.br/~lpaucar/teaching/ia2000-1/cap4.html> Acessado em 27 de maio 2014 às 9h06min.

MENDES, Rafael dias. Inteligência artificial: Sistemas especialistas no gerenciamento da informação.Disponível em:<http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-19651997000100006&script=sci_arttext>Acessado em: 27 de maio 2014 às 9h13min.

ILAB SISTEMAS ESPECIALISTA. IPOP-Planejamento das operações agrícolas.Disponível em:< http://www.ilab.com.br/ipop.html >acessado em: 27 de maio de 2014.

HOPPEN, Norberto; TRAHAND, Jacques. Os Sistemas Especialistas em gestão no Brasil: um desafio. Disponível em:<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-75901990000300005&lng=pt&nrm=iso>Acessado em: 27 de maio de 2014 às 10h17min. 

terça-feira, 22 de abril de 2014

TEORIA DAS FILAS: M/M/1

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAPÁ
THOMAS DANILO FEITOSA DOS SANTOS








TEORIA DAS FILAS: Fila M/M/1










MACAPÁ
2014







THOMAS DANILO FEITOSA DOS SANTOS









TEORIA DAS FILAS: Fila M/M/1

Trabalho apresentado como requisito parcial para obtenção de aprovação na disciplina de Simulação e Modelagem de Sistemas Produtivos II, no Curso de Engenharia de Produção, na Universidade do Estado do Amapá.
Prof. Aldeildo Telles.




MACAPÁ
2014













INTRODUÇÃO
Ao longo da historia o fator fila sempre esteve presente na vida do ser humano desde a era pré-histórica até os dias de hoje. Isso decorre de algo natura, pois enquanto a demanda for maior que a prestação de atendimento provavelmente ocorrera esse problema nesse processo. E com o desenvolvimento das empresas torna-se visível a existência desse assunto nas mesmas, em seu atendimento. O congestionamento de linhas telefônicas até meados de 1950 foi um dos principais exemplos desse fator nas empresas em questão. Podem-se citar outros como controle de trafego aéreo, sistemas de estocagem, atendimento em bancos, atendimento no pagamento de produtos em caixas de supermercados, entre outros.
Dessa maneira, a teoria das filas surgiu para tentar prever esse problema de filas e analisar a melhor forma tanto para a empresa quanto para o cliente de eliminar ou reduzir ao máximo essa situação. Um sistema de filas pode ser interpretado da seguinte forma: vários clientes chegam numa empresa qualquer a procura de um serviço ao mesmo tempo ou simultaneamente, porém a capacidade de atendimento da mesma não é suficiente para atender essa demanda, logo surgi uma fila de espera nesse local aguardando ser atendido. A ordem de atendimento é considerada como sendo a teoria first in first out-FIFO, ou seja, o primeiro que entra é o primeiro que sai, no entanto, vale ressaltar que existem outras formas. Para demonstrar uma fila é necessário utilizar a notação A/B/c, onde o A refere-se à distribuição com que os clientes chegam ao sistema, B representa a distribuição do tempo de atendimento e o c corresponde ao número de atendentes no mesmo.
Portanto, o presente trabalho terá como foco apenas a fila M/M/1, demonstrando assim suas características e conceito elevando a sua importância para a resolução de problemas de filas nas empresas e outros locais que são afetados por essa situação, tendo como objetivo principal mostrar exemplos da mesma. Porém, primeiramente, será necessário rever alguns conceitos inicias sobre a teoria das filas.







ELEMENTOS DA FILA
           O processo de fila é caracterizado por três elementos:
1. De chegada;
2. De serviço;
3. Disciplina da fila.
            O regime de chegada inclui os seguintes elementos:
ü  Especificação da população de clientes, se ela é finita ou não;
ü  Distribuição da probabilidade do intervalo de tempo entre chegadas.
            No de serviço existem três características a serem observadas:
ü  A disponibilidade do serviço;
ü  A capacidade do sistema;
ü  A quantidade de tempo de serviço de cada cliente.
            A disciplina da fila é o modo de como os clientes serão atendidos. Onde existe varias possibilidades como atendimento por ordem de chegada, aleatório, prioritário, entre outros. 
            Para responder a essas perguntas, serão introduzidos alguns elementos e suposições que auxiliarão nas definições, estudo e compreensão dos processos de filas.
ü  N (t) = quantidade de clientes na fila no tempo t;
ü  Ti = tempo de chegada do i-ésimo cliente à fila;
ü  Xn = Tn – Tn-1 é o tempo entre as chegadas dos clientes;
ü  X1, X2, X3,...são independentes e identicamente distribuídas em Fx;
ü  S1, S2, S3,...tempos de serviços, são independentes e identicamente distribuídas Fs;
ü  O tempo entre as chegadas e o tempo de serviços é independente (Xi┴Sj; para todo i; j = 1, 2, 3,...)
            Outra consideração importante, é que será trabalhado sempre o caso homogêneo, ou seja, as transições de estados dependem apenas do comprimento dos intervalos observados e assim define-se:

Pxy (t) = P (N (s + t) = y│N (s) = x) = P (N (t) = y│N (0) = x)

            Além disso, outro fator relevante são as equações para frente e para trás. Onde temos λx como sendo a taxa de chegada de pessoas quando a fila estiver com x clientes e µx a taxa de saída quando a fila estiver com x pessoas, define-se:

Forward equation: P’xy (t) = - (λy + µy) Pxy (t) + λy-1 Px,y-1 (t) + µy+1 Px,y+1(t)

Backwards equation: P’xy (t) = - (λx + µx) Pxy (t) + λxPx+1,y (t) + µxPx-1,y (t)


FILA M/M/1

            Uma fila M/M/1 é o modelo mais simples dentre os existentes em teoria de filas, porém é um dos mais analisados. Esse tipo de fila configura um processo de nascimento e morte, no qual as chegadas em um intervalo de tempo (0, T] baseiam-se num processo de Poisson com taxa λ, e os tempos de atendimento, seguem uma distribuição exponencial de parâmetro µ.
            O funcionamento de uma fila pode ser definido também em dois estados, estado ocupado, ocorre quando o servidor estiver constantemente em atendimento, e o vazio, quando não houver fila.
EXEMPLOS:
1.    Seja um aeroporto com uma única pista de decolagem. Os aviões chegam a uma taxa de 15/hora, e levam em media 3 minutos para aterrissar. Assumindo que as chegadas são um processo de Poisson, e o tempo de aterrisagem é distribuído por uma exponencial:
λ= 15/hora
µ= 60/3hora = 20/hora
Intensidade de trafego: λ/µ=3/4=0,75
Numero médio de aviões aguardando para pousar: Lq =ρ2/(1 - ρ)
 = (0,75)2/0,25=2,25
Tempo médio de espera para o pouso: Wq =λ/µ (µ-λ)
=15/20(20-15)=3/20=9minutos
2.    Um armazém recebe encomendas que são descarregadas usando empilhadores. Um levantamento de dados realizado no local permitiu concluir que:
· Os caminhões chegam segundo um processo de Poisson a uma taxa de 16 caminhões/dia;
·  A operação de empilhadores custa 1 500$/hora;
·  A imobilização dos caminhões acarreta um encargo de 3 000$/hora;
· Os tempos de descarga são variáveis (seguindo uma distribuição exponencial negativa) com medias que dependem do numero de empilhadores utilizados:
Nº de empilhadeiras
Tempo médio de descarga (min)
1
50
2
20
3
15
4
12
5
10


Pretende-se dimensionar a equipe de descarga de modo a minimizar os custos globais do sistema, que funcionam 8 horas por dia.
SOLUÇÃO:
ü  Embora usando vários empilhadores temos apenas 1 servidor uma vez que todos os empilhadores descarregam o mesmo caminhão, dessa forma um aumento do numero de empilhadores provocara um aumento da taxa de serviço.
ü  Como a taxa de serviço só é maior do que a taxa de chegada (λ= 2) para 2 ou mais empilhadores. Logo só para este caso se pode usar o modelo M/M/1 anteriormente deduzido. Sendo assim, para 1 empilhador a fila cresceria ilimitadamente, nunca atingindo o estado de equilíbrio.
ü Para se chegar ao numero de empilhadores que origina menor custo global é necessário resolver o problema para 2,3,4, ou mais empilhadores, calculando o custo associado e escolher a melhor opção. 

3.    Um almoxarifado recebe em media 12 pedidos por hora, em média 20 pedidos por hora, tendo o tempo de atendimento distribuição exponencial. Calcular o tempo médio perdido na fila, o tempo médio gasto na fila por um operário e a porcentagem de tempo em que o encarregado não tem o que fazer.
SOLUÇÃO:
Temos: λ=12/hora; µ=20/hora; ρ= λ/ µ=0,6.
A probabilidade de estar desocupado é P0=1- ρ=0,4.
Tamanho médio da fila, quando existe fila é:
E[M│M>0]= 1/(1- ρ)=2,5 homens.
Com isso, infere-se que em cada hora de trabalho na fabrica, há um desperdício de tempo de 2,5 homens-horas na fila.
O tempo médio de espera é:

E[W]=λ/µ(µ- λ)= 12/20(20-12)= 0,075h
O tempo médio de espera quando há fila é:

E[M│M>0]= 1/(µ- λ)=1/8=0,125h=7,5 minutos. Onde esse é também o tempo médio gasto no sistema em questão.






CONCLUSÃO
            O trabalho em questão apresentou um modelo de fila mais utilizado e simples, que faz parte dos modelos Markovianos, abrangendo seus comportamentos, a partir de estudos da entrada e saída de clientes em uma fila, intensidade de fluxo e outras variáveis, como o tamanho esperado da fila e o tempo médio de espera. Além disso, o uso de exemplos foi um fator preponderante para esclarecer o funcionamento real desse modelo de fila, destacando suas características. Também se pode verificar que a analise de filas tem grande relevância para os administradores de empresas, engenheiros, gestores, colaboradores entre outros funcionários que estão interessados em atender aos seus clientes com qualidade e eficácia, uma vez que as filas estão presentes em diversas situações do cotidiano das empresas e da sociedade.
            Vale lembrar também que o modelo aqui abordado retrata apenas um tipo de modelo de fila existente mais utilizado; no entanto, há também modelos que envolvem entradas e saídas com distribuições diferentes do processo de Poisson, porém essa fila foi o foco deste trabalho por se tratar de uma parte inicial e fundamental para o aprendizado dos demais modelos de filas, tais modelos, pela sua complexidade, não foram considerados neste trabalho. Porém não se podem descartar os mesmos, pois eles também fazem parte da realidade humana.

















REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

TORRES, Oswaldo Fadigas. Elementos da teoria das filas. [s.l]: [s.n] 20??. Disponível em: < www.spell.org.br/documentos/download/2413>. Acesso em: 19 abril. 2014.

CUYABANO, Beatriz Castro dias; jung, Karen Maria. Teoria de Filas [s.l]: [s.n] 20??.Disponível em:< http://www.ime.unicamp.br/~nancy/Cursos/me501/filas_final.pdf>. Acesso em: 20 abril. 2014.

OLIVEIRA, José Fernando. Filas de Espera. [s.l]: [s.n], 1998.Disponível em: < http://paginas.fe.up.pt/~mac/ensino/docs/IO20032004/FilasEspera.pdf>.Acesso em: 21 abril. 2014.





sexta-feira, 21 de março de 2014

Atividade da disciplina de Tecnologia da informação


Estudo de caso da empresa UPS
1-questão: Quais são as entradas, o processamento e saídas do sistema de rastreamento de encomendas da UPS?  
Entradas: registros assinaturas de clientes, informações sobre retiradas e entregas de encomendas e cartão de ponto realizado por um computador de mão (DIAD). Além disso, tem as informações do produto transportado que chegam ao longo da sua rota, entre remetente e destinatário, através de um leitor de código de barra.
Processamento: Seria a transmissão das informações recebidas aos computadores centrais, o armazenamento dos dados e o rastreamento das encomendas por meio dos computadores centrais.
Saídas: trata-se de informações das encomendas como localização de produtos e de transportadores dos mesmos e resolução de problemas oriundo de duvidas, recebidas pelos clientes através de postos de atendimento, celulares e da internet. Além de outros meios tecnológicos oferecidos pela empresa.
2-questão: Quais são as tecnologias utilizadas? 
As tecnologias empregadas pela empresa são: computadores de vários tipos ou modelos, leitores de códigos de barra, software de localização de encomendas e de controle de estoques, serviços de transportes, gerenciamento de devoluções, entre outros. Além de meios de transporte de vários tipos.
3-questão: Qual a relação entre essas tecnologias e as estratégia empresarial da UPS?
A relação é de auxilio e suporte da tecnologia para com a estratégia empresarial. Ou seja, ela oferece suporte necessário para o controle e organização da empresa. Melhorando assim a eficiência e a eficácia da mesma.
4-questão: O que aconteceria se essas tecnologias não estivessem disponíveis? 
Caso essas tecnologias não estivessem disponíveis para a empresa, provavelmente a mesma não teria um controle total sobre suas atividades e sistema de produção. Causando assim, uma baixa qualidade no atendimento aos clientes, perdendo assim força no mercado, e altos custos operacionais.
5-questão: Identifique os elementos que abrange a organização, administração e tecnologia na empresa.
Os elementos que abrange:
- A Organização são os serviços logísticos, de transporte internacional, financeiros e de emissão de documentos e correspondências com o objetivo de melhorar o desempenho comercial de seus clientes e também melhorar suas cadeias de suprimentos globais. Utilizando como auxilio altas tecnologias. Ao longo da historia, a UPS se passou por uma extrema transformação, passando de uma empresa de mensageiros de pequeno porte à líder na indústria de transporte aéreo, marítimo, rodoviário e de serviços eletrônicos. 
-A Administração são os computadores centrais que armazenam e processam as informações recebidas com o intuito de entender a logica da empresa e assim propor planos de resolução de problemas e novos produtos, como exemplo, temos os dois serviços apresentados no presente texto: UPS Document Exchange e UPS e-Logistics.
-A Tecnologia são todos os meios que favorecem ou dão suporte para a circulação das informações na empresa, como os computadores de mão (DIAD), equipamentos de leitura de código de produtos, site da empresa na web, serviços online informatizados com destaque no UPS document Exchange software para entregas de documentos diversos e a UPS e-Logistics, entre outros. 

Fonte bibliográfica:
UNITED PARCEL SERVICE OF AMERICA, histórico da empresa. [s.l]: [s.n] 2009. Disponível em: < http://www.ups.com/content/br/pt/about/history/index.html >. Acesso em: 21 mar. 2014.